Por Nilson Cortinhas

O município de Curionópolis, no sudeste do Pará, receberá na próxima quinta-feira (24), uma Audiência Pública para discutir o projeto Serra Leste 10 MTPA, de responsabilidade da empresa Vale S.A., que visa a expansão da Mina Serra Leste destinada à extração de ferro. O evento é aberto ao público e será realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

A audiência tem como objetivo informar à comunidade todos os detalhes do projeto e discutir seus potenciais impactos ambientais, tendo como base o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) que estão sob análise, visando subsidiar os pareceres técnicos a serem emitidos pela Semas, para fins de licenciamento ambiental.

Na terça-feira (22), antes da Audiência Pública, a equipe técnica da Semas realizará reunião prévia com as comunidades que poderão ser influenciadas direta ou indiretamente pelo projeto, no Distrito de Serra Pelada, para explicar o funcionamento dos projetos, benefícios e propostas para compensar os possíveis impactos gerados.

Estarão presentes o secretário adjunto de Gestão de Regularidade Ambiental, Thales Belo, a diretora de Licenciamento Ambiental da Semas, Edna Corumbá, além de equipe técnica do órgão ambiental. Foram convidados representantes do Ministério Público Federal e Estadual, autoridades federais, estaduais e municipais, órgãos públicos e privados, instituições governamentais e não governamentais.

Dados – O projeto Serra Leste 10 MTPA está instalado no município de Curionópolis, a 550 km de Belém, inserido na Província Mineral de Carajás (PMC). Em análise está a ampliação do projeto já existente, denominado Mina Serra Leste, licenciado junto a Semas.

A ampliação do Projeto Serra Leste prevê a extração e o beneficiamento de 107 milhões de toneladas de minério de ferro, totalizando um tempo de vida útil de aproximadamente 11 anos. Para a implantação estão previstas uma série de ampliações das estruturas existentes e a abertura de novas estruturas – novas cavas para extração de minério, novas pilhas de disposição de estéril e nova usina de beneficiamento, bem como adequação e ampliação das estruturas de apoio existentes.

Tanto o Estudo de Impacto Ambiental quanto o Relatório de Impacto Ambiental encontram-se à disposição dos interessados para consulta no site da Semas e na Biblioteca do órgão ambiental, localizada na travessa Lomas Valentinas, 2717, Marco.

Serviço

Reunião prévia com comunidades

Data: 22/08/2017

Horário: 08h às 12h

Local: Distrito Serra Pelada

Audiência Pública – Projeto Serra Leste 10 MTPA

Data: 24/08/2017

Horário: 9h

Local: Teatro Municipal de Curionópolis/PA – Avenida Maranhão, s/n.

Violência sem fim. Uma família inteira viveu momentos de terror em uma residência no Setor Novo Horizonte, na Rua JK, em Redenção.

Os 6 elementos armados invadiram a casa na noite de segunda-feira (21), amarraram toda a família e fizeram de reféns, roubaram dinheiro, carro, joias, entre outros objetos. Após o crime os elementos fugiram. (Com informações de Karlos Vonney)

Mais um acidente fatal foi registrado nas estradas perigosas que dão acesso ao Garimpo das Pedras, que fica localizado entre os municípios de Parauapebas e Marabá, no sudeste do Pará.

De acordo com informações, neste domingo (20), o motorista de um caminhão que transportava 25 bois e vacas, perdeu o controle do veículo em uma curva e acabou capotando. O nome dele ainda não foi confirmado pelas autoridades policiais.

O caminhão tombou e ficou praticamente em cima dos animais, que juntamente com o condutor do veículo, não tiveram chance de sobreviver e morreram no local.

Homens do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Parauapebas foram acionados e se deslocaram para o local do acidente, porém, nada puderam fazer.

Moradores das proximidades ficaram chocados com o acidente, muitos tentaram ajudar tanto o motorista, quanto os bois e vacas, porém, devido ao estado em que o caminhão boiadeiro ficou, não obtiveram sucesso (Pebinha Açúcar)

Foto:blog projeto volta grande

Anote aí e veja se não dá para você: 2.100 trabalhadores serão necessários na instalação do projeto de ouro Volta Grande, da multinacional Belo Sun, no município de Senador José Porfírio, à margem direita do Rio Xingu, Amazônia paraense.

Haverá vagas para os seguintes cargos na etapa da instalação do projeto: auxiliares de serviços gerais, auxiliares de serviços de limpeza, vigilantes, auxiliares de campo, pessoal de refeitório, mestres de obra, armadores, pedreiros, mecânicos de manutenção, operadores de máquinas e equipamentos, topógrafos, eletricistas, engenheiros (civis, mecânicos, eletricistas, ambientais e de segurança do trabalho), técnicos (administrativos, em geologia, em edificações, em segurança do trabalho), administradores, profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, nutricionistas).

Esses são os empregos diretos, da etapa da implantação da indústria de ouro, sem contar outros 600 que, indiretamente, serão criados.
Quando a etapa da implantação acabar, dois anos e meio após seu início, a empresa vai contratar empregados para postos fixos na operação da mina e da usina de beneficiamento. Os primeiros serão engenheiros de minas (pelo menos três), bem como geólogos (três), engenheiros mecânicos, engenheiros ambientais, biólogos, engenheiros de segurança do trabalho, técnicos em mineração, operadores de máquinas e equipamentos, técnicos em explosivos, entre dezenas de outros A empresa prevê até aproveitar das obras de instalação os trabalhadores que tenham perfil e qualificação técnica para as funções operacionais e administrativas.

Esse é o quadro de oportunidades que a megamina da Belo Sun vai abrir no coração do Pará, conforme apurou a Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem) após ler as 233 páginas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto Volta Grande, o terceiro da série “Especial Pará de Ouro”. Essas e outras informações constam do volume 1 do EIA, que versa sobre a descrição do empreendimento. O estudo — que tem, no total, cerca de 2.000 páginas ― foi encomendado pela Belo Sun à consultoria Brandt Meio Ambiente Ltda. Três engenheiros — um de minas, um civil e um ambiental ― elaboraram esse capítulo.

Ouro no coração do Pará

O mais badalado projeto de ouro do Brasil e o mais noticiado projeto de mineração brasileiro no exterior em 2017 está a um passo de começar a operar. E contratar os profissionais acima descritos. Por esta razão, a Assopem subiu a Transamazônica (BR-230) e foi até Altamira, que ainda vive a ressaca do final da implantação das obras da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. A bem da verdade, Altamira é sempre referência do projeto da Belo Sun porque é o município mais populoso, mais conhecido nacionalmente e sede do escritório da empresa. A cidade está a 50 quilômetros da jazida, que, por seu turno, fica no município de Senador José Porfírio, quem, de fato, será beneficiado com eventuais compensações (royalties), taxas e impostos decorrentes da implantação e, principalmente, da operação do projeto.

Cabe ressaltar que toda a mão de obra da implantação do projeto Volta Grande será recrutada e contratada por meio de empreiteiras e deve ser desmobilizada por estas ao final dos serviços. A desmobilização, aliás, acontecerá paulatinamente, no momento de finalização de cada etapa da instalação do projeto. Já a operação de mina e planta de beneficiamento vai recrutar pessoal com grau de especialização bem distinto da mão de obra utilizada na implantação.

Como o sistema de mão de obra seguirá o modelo 20 por 10 (vinte dias de trabalho na obra por dez dias de folga), o alojamento será dotado das acomodações necessárias para a permanência prolongada do trabalhador nas dependências do projeto, como dormitórios, banheiros, lavanderia, refeitório, áreas de integração e lazer.

Com lavra de ouro a ser feita a céu aberto, já que a jazida está próxima à superfície, a operação da mina será feita em três turnos de oito horas cada. A lavra será feita em bancadas com altura de dez metros, com desmonte em duas etapas de cinco metros cada, para controle de diluição, permitindo uma lavra mais seletiva.

A Belo Sun está admirada do potencial do Pará e está entrando com tudo. Todos os 32 processos minerais que o município de Senador José Porfírio tem no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são assinados pela empresa. Há, ainda, requerimentos para investigar áreas em praticamente toda a microrregião de Altamira e municípios adjacentes.

Entretanto, o maior problema para o início do projeto Volta Grande são os entraves judiciais enfrentados pela Belo Sun, o que obrigou a implantação do projeto a ser suspenso. Em junho, a Justiça retirou a suspensão liminar à licença de instalação do projeto, mas a mineradora continua a trabalhar para resolver a demanda relacionada aos estudos de impacto sobre a população indígena. Tão logo seja resolvido, Volta Grande será retomado.

Mais sobre a Belo Sun

O Volta Grande é um empreendimento da Belo Sun Mineração, subsidiária da canadense Belo Sun Mining Corp., com ações listadas na Bolsa de Valores de Toronto, a TSX (Toronto Securities Exchange). Conforme informações do blog Projeto Volta Grande criado para divulgar o Volta Grande, o projeto representa investimento de R$ 1,22 bilhão, o segundo maior já registrado na microrregião de Altamira, depois da construção da Hidrelétrica de Belo Monte.

O blog confirma o número do EIA de que, na fase de instalação, serão gerados 2.100 empregos diretos e informa que outros 6.300 indiretos serão criados, quantidade que até chegou a ser republicada pela imprensa nacional de maneira repetida. Porém, tanto o EIA quanto o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) atestam apenas 600 postos indiretos no setor de serviços (alimentação, hospedagem, entre outros). Na operação, mais 526 oportunidades diretas e 1.500 indiretas. O pico das obras de implantação será alcançado um ano e meio após o início das obras.

A produção média será de aproximadamente cinco toneladas de ouro por ano, em no mínimo 12 anos de vida útil, com a possibilidade de se estender o prazo, devido ao potencial mineral da região. O compromisso da empresa é de priorizar a mão de obra e os fornecedores locais, com programas de qualificação e apoio às iniciativas de instituições parceiras, de modo a preparar a população para se posicionar cada vez melhor no mercado de trabalho.

Considerando salários, custos gerais, despesas, tributos, royalties, entre outros, a Belo Sun deve injetar mais de R$ 1 milhão por dia na economia da região quando o projeto Volta Grande estiver operando.

Senador José Porfírio, segundo a Belo Sun, contará, por ano, com R$ 19 milhões na fase de obra e R$ 5 milhões quando a mina começar a funcionar. Uma vez em operação, também serão recolhidos cerca de R$ 5 milhões por ano em royalties de mineração, diz o blog, que também disponibiliza e-mail para envio de currículos: curriculos@belosun.com. Com informações da Assopem.

Por Roserval Ramos

Neste sábado 19 de agosto, aconteceu na Câmara de Vereadores de Xinguara uma reunião que definiu a 17ª edição do campeonato mais importante no cenário do futebol amador do Estado do Pará. A copa acontece em todo Estado, e é dividida por região, a reunião que aconteceu neste sábado em Xinguara tratou da região sul.

Representantes das Ligas interessadas em participar do Copão, participaram da reunião trazendo e discutindo ideias para melhorar competição. O presidente da Liga Esportiva de Redenção, Vilson Cabral responsável pela realização da competição comandou a reunião, todos os presentes deram opiniões e ideias até que tudo ficou definido.

A Copa Extremo Sul Pará de Seleções começa no dia 10 de setembro, com a participação de oito seleções confirmadas, sem a presença de Tucumã atual campeã, podendo aumentar esse número para dez. Oito seleções confirmaram presença, outras duas podem confirmar suas participações, o prazo para as seleções de Pau D’arco e Conceição do Araguaia darem a resposta é até o dia o dia 23 de agosto, se até lá isso não acontecer a competição será disputada com oito seleções dividas em dois grupos.

Grupo (A)

Xinguara

Sapucaía

Água Azul do Norte

Ourilândia do Norte

Grupo B

Redenção

Rio Maria

Bannach

Cumaru do Norte

Se caso uma das duas seleções decidir participar, essa entrará no grupo B, se as duas decidirem a participar será criado o grupo C, ficando Rio Maria, Bannach e Pau D’arco compõem o grupo B, e Redenção, Cumaru do Norte e Conceição ficaram no grupo C.

Está tudo certo para começar no dia 10, os jogos da primeira rodada foram sorteados.

Abertura

Domingo, 10 de Setembro as 16h00.

Bannach x Redenção

Cumaru x Rio Maria

Ourilândia x Água Azul

A rodada só será concluída no dia 20 de Setembro as 20h00, com o jogo entre Xinguara e Sapucaia.

Uma novidade para essa edição, é que, aquele jogador que for convocado para defender a seleção de sua cidade e não comparecer, poderá até jogar por outra cidade, mas esse jogador será punido pela sua Liga e ficará sem participar de qualquer competição realizada pela sua cidade.

A segunda-feira (21) amanheceu com vários protestos pela região. Em Parauapebas, moradores do Bairro Cidade Jardim interditaram logo nas primeiras horas da manhã a Rodovia PA-275, na saída da cidade para Curionópolis em protesto contra a construtora que viria cobrando juros abusivos das prestações dos terrenos. O Correio de Carajás entrou em contato com a assessoria de comunicação da empresa, que prepara posicionamento.

Também no município, está interditada a estrada de acesso ao projeto Salobo. A manifestação está sendo feita por empregados de uma terceirizada da Vale, responsável pelas obras de expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC). A empresa terceirizada está levantando a situação, para poder se pronunciar sobre o assunto.

Também está interditada a BR-155, a 10 quilômetros da cidade de Eldorado do Carajás, no sentido Marabá. A interdição é feita pelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Os manifestantes ainda não divulgaram a pauta de reivindicação deles. Esta é a segunda semana seguida que a BR-155 é interditada em Eldorado do Carajás. Na semana passada, a via ficou interditada por dois dias, na quarta e quinta-feira, por cerca de 450 famílias que ocupam um terreno que pertence a um frigorífico. A empresa obteve mandado de reintegração de posse da área.(Tina Santos – Correio de Carajás)

Há 26 vagas distribuídas entre os temas a seguir: Economia Internacional (1); Geologia Geral (1); Geologia Estrutural e Mapeamento Geológico (1); Arquitetura e Urbanismo (1); Hidráulica (1); Matemática Aplicada à Engenharia Civil (1); Eletrônica (1); Sistemas de Energia (1); Dinâmica de máquinas e estruturas (1); Lavra de Minas (2); Geologia de Mina (1); Cálculo de Reatores (1); Operações Unitárias (1); Projetos da Indústria Química (1); Termodinâmica e Fenômenos de Transporte (1); Zoologia de Vertebrados, Paleontologia e Evolução (1); Psicologia comunitária e atenção à saúde (1); Monitoramento, Gestão Ambiental e Biologia Vegetal (1); Química Geral (1); Leitura e Produção Textual (1); História da África e História e Cultura Afro-Brasileira (1); Ensino de História (1); Cálculo Diferencial e Integral (1); Educação Matemática (1); e Perícia Arbitragem e Contabilidade Atuarial (1).
Em regime de dedicação exclusiva, os portadores do título de Doutor ocuparão o cargo de Professor Adjunto A da Carreira do Magistério Superior com salário de R$ 9.585.67.

As aulas serão ministradas nos Institutos de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional, Geociências e Engenharias, Estudos em Saúde e Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas, Linguística, de Letras e Artes; e nos campi de Xinguara, Santana do Araguaia – Instituto de Engenharias do Araguaia, e de Rondon do Pará – Instituto de Ciências Sociais Aplicadas.

As inscrições serão realizadas entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro no site UNIFESSPA

Em 8 novembro de 2015, um ano e nove meses atrás, portanto, o grupo argelino Cevital, a mineradora Vale e o governo do Pará, assinaram protocolo de intenções para a instalação de uma siderúrgica no Pará e a cidade escolhida para receber o megaempreendimento, cuja principal linha de produção seria trilhos para ferrovias, seria Marabá, a “capital do Carajás”.

O investimento, de 4,5 bilhões de reais, geraria 20 mil empregos durante a implantação e 2.600 empregos já na fase de operação, assim com milhares de outros indiretos. O mercado marabaense, a população, pequenos, médios e grandes empreendedores, além do comércio de serviços, um dos que seria mais beneficiado, começaram a acalentar o sonho de dia melhores.

Mas, o sonho acabou esta semana, com a notícia de que a Cevital não vem mais. Durante esses quase dois anos, foram reuniões e mais reuniões para que a siderúrgica argelina pudesse vir para cá. Porém, o projeto começou a esfriar e agora, tanto governo quanto Vale perderam o interesse, após tantas exigências dos empreendedores da Cevital nem todas vantajosas para as partes que seriam supostamente beneficiadas.

“Já estive mais empolgado com a Cevital, e hoje não estou mais. É hora de nos unirmos para cobrar da Vale. Ela não tem expertise em siderúrgica e nunca teve interesse em desenvolver o Pará. A Vale se beneficia com a Lei Kandir, que a isentou de imposto para poder exportar”, disse o prefeito Tião Miranda, na noite de quinta-feira, 17, durante a Reunião Técnica da Ferrovia Paraense, também desiludido, diante de 200 pessoas que lotavam o auditório do Senai.(Zeca News)

Uma menina de 10 anos morreu atropelada no final da tarde desta quinta-feira (17) em uma zona rural da cidade de Eldorado dos Carajás, no sudeste paraense.

A criança foi atingida após descer do ônibus escolar da prefeitura de Eldorado dos Carajás em direção à sua residência.

Na companhia de uma amiga, a vítima tentou em seguida atravessar a BR, no sentido onde ficava sua casa, quando foi atingida por um caminhão que vinha na direção contrária.

De acordo com informações da Polícia Militar, o motorista do carro se apresentou espontaneamente na delegacia e alegou que não teve como evitar o impacto. No local, não é permitido a travessia de pedestres. (DOL)

A Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem), que segue em franca divulgação de projetos de mineração, vai embarcar agora rumo ao oeste do Pará, pegando a estrada da Rodovia Transamazônica (BR-230) a partir de Marabá. A finalidade é mostrar à sociedade o máximo possível de empreendimentos que podem vingar, ou não, e cujos rascunhos já existem, assim como homens em campo fazendo sondagens e procurando tesouros que o Pará sabe ter com maestria.

Em sua missão de defesa dos interesses dos engenheiros de minas e difusão do conhecimento mineral, a Assopem quer, também, munir a sociedade de informações sobre a movimentação que ocorre no Pará, frequentemente ignorada ou não sabida por uma parcela considerável da população.

Nesta primeira etapa, vamos divulgar os projetos que miram o ouro — todos os quais anunciados em algum momento recente pela mídia local ― e que têm capacidade para, juntos, empregarem 10.000 trabalhadores diretos na implantação, além de outros 2.000 na operação e sem contar os milhares de postos indiretos. Parece exagero, invencionice. Há quem duvide. Mas é só observar quantos trabalhadores a instalação de um projeto de ouro vai pegar às margens do Rio Xingu, no coração do Pará, para se ter ideia de que o ouro é um negócio gigantesco.AU! AU!

Símbolo de riqueza, vaidade, poder e glória, o ouro (cujo símbolo químico é Au) sempre foi um dos negócios mais interessantes no mundo. No Brasil, de janeiro a julho deste ano, as mineradores movimentaram R$ 5,2 bilhões em operações do metal, de acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Os governos ficaram com R$ 42,38 milhões em royalties do ouro.

O Pará é o terceiro maior produtor em 2017, com operações totais de R$ 697,81 milhões ― só perde para Minas Gerais (R$ 2,39 bilhões) e Mato Grosso (R$ 734,1 milhões). As maiores produtoras de ouro do país nos primeiros sete meses deste ano são as empresas Kinross (R$ 1,11 bilhão) e AngloGold Ashanti (R$ 946,18 milhões).

Aqui no estado, nas contas do DNPM, a empresa FDGold lidera a produção, com R$ 142,73 milhões até o momento, mas é sabido que gigantes, a exemplo da mineradora multinacional Vale, produzem ouro como subproduto do cobre nas minas de Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá. A Vale é, de longe, a rainha do ouro no Pará.

Tanto é verdade que, em relatório divulgado a investidores no começo deste ano, a multinacional informou ter vendido à companhia canadense Silver Wheaton, há exatamente um ano, adicional de 25% do ouro produzido como subproduto em Salobo, e isso durante toda a vida da mina. A empresa já havia negociado anteriormente volume agregado de 50% desse ouro em 2013 e 2015.

Pela venda realizada em agosto do ano passado, a Vale recebeu pagamento inicial de 800 milhões de dólares, além de valor de opção de aproximadamente 23 milhões de dólares a partir da redução do preço de exercício dos bônus de subscrição da Silver Wheaton detidos pela Vale desde 2013 e com vencimento em 2023. Na mesma negociação, a empresa ficou de receber pagamentos sucessivos de 400 dólares por onça (sujeitos à correção monetária anual de 1%, a partir de 1º de janeiro de 2019) ou o preço de mercado prevalecente, o que for menor no âmbito do acordo.

Há ainda a possibilidade de a Vale receber pagamento adicional se expandir a capacidade de processamento dos minérios de cobre de Salobo para mais de 28 milhões de toneladas por ano antes de 2036. O valor pode variar de 113 milhões de dólares a 953 milhões, dependendo do teor do minério, do prazo e do tamanho da expansão.

EMPREGOS

Hoje, no Brasil, 61 municípios produzem ouro. As localidades mineiras de Paracatu e Sabará, que já movimentaram este ano respectivamente R$ 1,11 bilhão e R$ 717,45 milhões, são as maiores produtoras nacionais, ao lado da paraense Itaituba, que movimentou R$ 636,19 milhões. Na indústria extrativa do ouro, estão empregados cerca de 7.200 trabalhadores, conforme a Revista Minérios, e efetivo estimado em 180 engenheiros de minas. Além disso, 200 mil garimpeiros movimentam-se pelo país à procura de ouro.

Há uma pilha de 31.115 requerimentos diversos no DNPM, da pesquisa à lavra, de interessados em entrar para o ramo da exploração formal e legal do metal. Só no Pará são 15.039 processos, dos quais 10.808 estão no município de Itaituba, disparado o mais investigado do Brasil quando o assunto é ouro.

Para que os empregos na lavra do ouro sejam criados aqui no Pará, é preciso que os projetos saiam das sondagens e do papel e avancem para as etapas de instalação e operação. Não raramente, o caminho entre a pesquisa e a operação é longo e cheio de etapas espinhosas, notadamente por questões ambientais, que precisam ser respeitadas, até para a garantia da existência das gerações futuras.

Os diversos governos, em todas as suas esferas, e a mobilização da sociedade civil organizada são basilares para a discussão da viabilidade dos projetos e, principalmente, se viáveis, para que estes vinguem e promovam desenvolvimento econômico.

No caso dos projetos de mineração, contudo, é preciso que todos jamais se esqueçam de que os recursos de que se valem, os bens minerais, são esgotáveis. Por isso, para além de os gestores públicos focarem apenas nas compensações e impostos recebidos durante a operação dos empreendimentos mineradores, precisam muito mais começar a planejar os municípios, investindo prioritariamente em capital humano, para o período pós-exaustão.

Dito isso, embarque com a Assopem e descubra os encantos dourados à espera de acontecer no maior levantamento já feito no Pará sobre projetos que ensaiam ganhar vida.

Para saber todos os 17 projetos de mineração que estão no berço, aqui no Pará, com proposta de instalação ou ampliação da capacidade existente, você pode consultar o “Diagnóstico da Profissão do Engenheiro de Minas no Pará”, aqui: https://onedrive.live.com/
Fonte: Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem)