A Vale informa que ingressou com mandado de segurança e obteve liminar favorável, concedida ontem (8/10), garantindo o funcionamento da usina de Onça Puma. A liminar também impede que o empreendimento seja lacrado, conforme anterior decisão monocrática do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Souza Prudente, na última quinta-feira, dia 5/10.

Com relação às atividades de extração mineral de Onça Puma, a Vale informa que vem cumprindo a decisão judicial da 5ª Turma do Tribunal Regional da Primeira Região ( TRF1), a qual determinou a sua paralisação. A Vale informa, ainda, que contra esta decisão interpôs o recurso cabível.

A Vale reuniu diversos laudos de empresas técnicas e de profissionais de elevado conhecimento, demonstrando a inexistência de qualquer relação entre os elementos dissolvidos na água e os alegados problemas de saúde com a atividade de mineração de Onça Puma, o que foi também ratificado por laudo emitido recentemente pelos técnicos da SEMAS/PA.

O prefeito de Ourilândia, Romildo Veloso e Silva (PSD) participou do protesto desta segunda-feira e se declarou extremamente preocupado com a situação. Para ele, o momento é crítico para o município e não existe nenhuma veracidade nas afirmações de prejuízos causados pelo projeto aos indígenas. “Não há, nas atividades da Vale aqui, nenhum impacto ambiental, social ou econômico que prejudique os Kayapó e muito menos os Xikrin. Isso é uma mentira deslavada e descabida por parte da Funai [Fundação Nacional do Índio] e daqueles que estão em Brasília advogando essa causa”, afirmou.

Veloso disse que todas as cidades ao longo da rodovia PA-279 (Ourilândia, Tucumã, São Félix do Xingu e Água Azul do Norte) defendem as atividades da Vale na região. “Estamos unidos em defesa das ações da Vale aqui na PA-279. Toda a população está indignada com essa situação, onde querem suspender as atividades da mineradora aqui no município”.


O prefeito disse que a empresa sempre foi parceira dos municípios da região, investindo cerca de R$ 40 milhões na construção de escolas, hospital, saneamento, asfalto, estradas vicinais e muitas outras obras em todos os municípios. E disse não entender porque ministros e desembargadores em Brasília, “de suas salas climatizadas e sem conhecer nada da região”, querem paralisar as atividades da Vale no município.(Tiago Araújo)

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