Em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, eu respeito a opinião de todos, mas não me furto a reafirmar nossa linha de ação.

Nós buscamos, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise.

O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio. O de não politizar as ações de enfretamento ao coronavírus, que tem potencial para exaurir o nosso sistema de saúde.

Todo o nosso objetivo é aliviar o sistema de saúde para que as pessoas que eventualmente fiquem doentes possam ser tratadas.Por isso, suspendemos, temporiariamente, as aulas, festas, o comércio e os bares. Com menos gente circulando, o vírus circula menos e a gente não tem uma multidão batendo nas portas dos hospitais ao mesmo tempo. Este é o objetivo.

Anunciei hoje a construção de quatro hospitais de campanha, que vão abrir mais 720 leitos. Um hospital de campanha em Belém, um em Santarém, um em Marabá e um no Marajó. São todas ações de emergência. Para evitar a saturação nos serviços de saúde pública do Estado. Também anunciei medidas de apoio à economia, com empréstimos do Banpará, suspensão de corte de energia e água, diminuição de icms para insumos necessários no combate à pandemia.

Temos uma parceria muito grande com a área da saúde do Governo Federal, que está funcionando, que está andando bem.

Sinceramente, eu espero que a gente consiga uma parceria também na área da economia. Porque o Governo Federal tem instrumentos de ação, mas as propostas até agora são tímidas.
O país tem instrumentos para permitir que pelo menos 100 milhões de brasileiros enfrentem minimamente esta crise, com propostas como a do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que defende o pagamento de um abono de emergência.

Os Estados também precisam de auxílio.
As ações já anunciadas pelo Ministro Paulo Guedes precisam ser colocadas em prática IMEDIATAMENTE, porque as empresas não aguentam muito tempo. Temos que agir com celeridade, no sentido de enfrentar o nosso único inimigo: o vírus e suas consequências para a saúde e para a economia.

Luto, torço e quero que isso passe logo, que possamos retomar nossa rotina. E faremos isso, com certeza, a seu tempo, com segurança e salvando o maior número possível de vidas que conseguirmos.

Porque governar é enfrentar com coragem os inimigos da população. E coragem não me falta.
Bora trabalhar, bora enfrentar nosso inimigo comum: o vírus.

Helder Barbalho
Governador do Pará